Mesmo antes de ter ideia do conteúdo programático de uma disciplina, eu espero algo dela: que seja importante, razoavelmente relevante ou chata e tantas outras coisas. Além de esperar algo, gosto de me perguntar o que cada disciplina vai contribuir na minha formação e lá na frente olhar para trás e sentir que fui preparada para a vida profissional. Antes de passarmos por essa estrada de aulas, minha expectativa era me tornar mais criativa, buscar treinar minha criatividade para ser cada vez mais sensível. O que é uma expectativa normal, já que ser criativo é um grande diferencial num designer. Eu sempre soube que sou criativa, pois escrevo muito e já escrevi três livros, o que requer um grande processo criativo, mas como usar essa minha criativo narrativa com a visual? Essa era minha expectativa principal.
No primeiro dia de aula, tivemos a apresentação da ementa da disciplina e da professora Isa Trigo, formada em psicologia, que logo de cara me pareceu exigente ao mesmo tempo em que disponível a ouvir. Apesar dos primeiros dias serem um tanto quanto vazios, algumas coisas me chamaram a atenção. Primeiramente, um dos colegas trouxe um vídeo muito interessante sobre um movimento novo que vem ocorrendo principalmente nos EUA: Milênio, onde trabalho e diversão estão lado ao lado. O vídeo ressalva muito sobre trabalhar fazendo o que gosta, já que levamos tantas horas do nosso dia trabalhando. É uma ideia que apoio totalmente, porém o vídeo tem um alto teor utópico: nem sempre fazer o que gosta é necessariamente uma diversão. Além do mais, senti um apelo muito grande ao sentido de liberdade, poder fazer o que quer, onde quer. Socialmente falando, acredito que liberdade é um conjunto bem limitado. Entretanto, não posso negar que foi interessante. Logo após esse vídeo, a professora outro ví...